Dois praticantes de Tai-Chi

Dois praticantes de Tai-Chi

Orozimbo abancou-se em seu toco e ficou quieto, pitando e observando eu dar aula de Tai-Chi. Quando terminei fui sentar-me ao seu lado e ficamos, ambos, desfrutando da calma do Bosque dos Buritis. As árvores ensombravam tudo e a ausência de pessoas deixava que os micos e os pássaros saltassem pelas copas acima de nós.

— E então — disse eu — vamos embora? — Estávamos assim, em silêncio, há mais ou menos vinte minutos. Ele meneou a cabeça, negativamente.

—Véi qué fazê duas pregunta a vancê.

— Pois o que está esperando? Faça!

—Primera: cuma é qui vancê intende a Magia? Segunda: quando é qui a gente desenvorve aquele negõço de “dá-azá”? E pru qui dá azá e não, sorte?

Fiquei olhando para ele sem compreender a que se referia. Não me recordava de ter falado de nada que desse azar a a alguém. Mas à força de pensar, cheguei a uma conclusão que me fez rir. Mais