RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CX ): A IDENTIDADE SECRETA DE JOSÉ DE ARIMATÉIA.

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JUDAS ISCARIOTES 1Abel deu um salto de sua cadeira, olhos arregalados de espanto e raiva. Não podia acreditar no que ouvia. Tinha mandado buscar Qeryoth para saber quais eram as novas aprontações de Yehoshua, o milagreiro agitador, e o discípulo do Cristo sem rodeios lhe contou a palestra de seu Mestre com os apóstolos e sua família. Não fizera isto por sua vontade, mas porque seu Mestre o havia chamado em particular e lhe avisara de que o rabi o procurava por toda Cafarnaum. E lhe dera ordens expressas de ir ter com o detestado homem e lhe contar com a máxima fidelidade o que ele, Yehoshua, havia dito sobre os Demônios aos seus familiares e seus apóstolos. Yehudhah não compreendera a razão daquela ordem esquisita, mas discordou dela e o disse, como sempre, diretamente ao seu Senhor. No entanto, este lhe impôs que cumprisse com o que ele ordenava e não lhe questionasse razões que não estava disposto a explicar a ninguém. Agora, vendo o rabi Abel avermelhado de ira e com os olhos injetados de sangue, o apóstolo do Cristo se divertia intimamente. “O idiota”, pensava ele, “nunca vai alcançar a sabedoria dos ensinamentos de meu Senhor Yehoshua. É mesmo um asno”. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO: (CXXX): O DESASSOSSEGO

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O Rei dos Reis vivia cercado por crianças e mulheres.

O Rei dos Reis vivia cercado por crianças e mulheres.

Deixemos o pequeno grupo almoçando na casa da família de Míriam, a esposa, na vila de Magdala, e vamos ver o que aconteceu antes e depois daquela reunião. Retornemos ao momento em que Yehudhah is Qeryoth deixou os rabis no Templo de Jerusalém e foi direto para o ambiente socialmente mais baixo e mais perigoso de Jerusalém. Ele se remoía de preocupação. Tinha iniciado mal aquele encontro. Recitara uma das frases ditas por seu Mestre bem diante dos lobos que o queriam caçado e morto: “Ouvistes que foi dito aos antigos: não matarás. E também foi dito que quem matar será réu no dia do Juízo. Eu, porém, vos digo que não deveis matar nem mesmo os animais, pois a Vida que em tudo se manifesta pertence a um único dono: Meu Pai que está no céu”. Por que artes do demônio dera com a língua nos dentes? Fornecera lenha para a fogueira, tinha a certeza. Seu Mestre tinha realmente feito uma dura crítica à Lei e, pior, alterara seu significado ampliando-o de modo realmente ofensivo para os Rabis do Templo. Mas o pior mesmo fôra ter citado a multidão à qual seu Mestre havia falado. Multidão! Que linguarudo era! Despertara a desconfiança e a inquietação nos corações mais malévolos de que tinha conhecimento entre sua gente. E os maldosos inserem interpretações indevidas às palavras dos profetas e da Lei. Não será este o caso de teu Mestre?” Esta frase, dita com tom inquietante reboava, agora, em sua mente e o inquietava. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXX): MAIS AÇÕES PERIGOSAS DE YEHOSHUA

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Yehoshua

Ele aproveitava qualquer momento para pregar sua Boa Nova. E assim ia traçando seu caminho rumo ao Gólgota.

Os apóstolos estavam atônitos. Yehoshua, depois das curas milagrosas que pusera Cafarnaum em rebuliço simplesmente havia desaparecido. Parecia até que a terra o tinha engolido.

— O que vamos fazer? — Perguntou Cefas a Bartolomeu que, depois de um demorado silêncio, respondeu que o melhor que tinham a fazer era permanecer em Cafarnaum e esperar pelas notícias que certamente surgiriam a respeito de mais milagres levados a efeito pelo Mestre. Ao que parecia, ele estava totalmente entregue àquela missão, ou seja: dar testemunho da entidade misteriosa a que chamava de Pai, custasse o que custasse. Ali mesmo, em Cafarnaum, a balbúrdia era grande. Uns, os que de alguma maneira tinham sido beneficiados pela ação assombrosa de Yehoshua, defendiam-no e ao seu modo de interpretar a Torá escrita. Também lhe davam razão quando combatia sem piedade a Torá oral, aquela que tornava qualquer ação um insulto a Yaveh. A cisão era clara entre o povo. Os que não tinham assistido aos feitos assombrosos do “milagreiro” ou ainda não o tinham ouvido pregando nas sinagogas davam apoio irrestrito aos rabis que combatiam furiosamente não somente a posição de Yehoshua contra o Templo e suas Leis orais, como também os milagres que ele realizava em nome do tal Pai misterioso. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXIII): A ASCENSÃO ESPIRITUAL DOS DEZ APÓSTOLOS

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Quem era Ele? O Budha Maitreya, o Senhor do Mundo? Ou outra entidade ainda não conhecida? Uma coisa é certa: Ele não era deste mundo. Ou, ao menos, não mais.

Quem era Ele? O Budha Maitreya, o Senhor do Mundo? Ou outra entidade ainda não conhecida? Uma coisa é certa: Ele não era deste mundo. Ou, ao menos, não mais.

Ninguém jamais soube nem jamais saberá o que foi pregado pelo Cristo Cósmico aos dez homens escolhidos para serem seus emissários entre os encarnados. Onde estavam não havia som de palavras. Imagens à velocidade de relâmpagos surgiam e sumiam e se sucediam numa confusão incompreensível para quem não estivesse entre os dez. Quanto tempo aquilo durou? Eles nunca souberam. O que tinham aprendido? Eles também jamais chegaram a sequer mencionar de leve. Aliás, seis meses depois do sacrifício de Yehoshua os dez homens ainda não tinham nenhuma lembrança do que haviam visto naqueles momentos fabulosos. As idéias, traduzidas para a dimensão tacanha dos homens daquele passado através de mensagens religiosas, foram toscos arremedos do que lhes havia sido gravado na memória espiritual. Por isto, aqueles espíritos determinaram-se a retornar em épocas diversas, sempre na condição de líderes mundiais voltados para a Ordem e o Progresso dos povos entre os quais nasciam. E em várias nações do mundo, pelos três séculos que se seguiram àquele da sagração da Cruz do Sacrifício pelo sangue do inocente derramado em luta justa pela Verdade, pelo Caminho e pela Vida, os apóstolos escolhidos têm encarnado sucessivamente, sempre buscando redimir a Mensagem do Mensageiro dos Mensageiros. Mas o progresso da condição humana no animal humano é tão lento quanto o crescimento de uma montanha e eles são obrigados a fazer esforços inauditos no sentido de recuperar as Almas que a cada geração mais e mais se perdem no tecnicismo que mata em quase todos a idéia de Deus, o Criador e o Senhor Sempiterno e Onipotente. Mais

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO (CXII ): YEHOSHUA PROSSEGUE EM SUAS PREGAÇÕES

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Judas sempre viveu em conflito entre a Paz do Cristo e a Guerra dos homens.

Judas (Qeryoth) sempre viveu em conflito entre a Paz do Cristo e a Guerra dos homens.

Yehudhah ish Qeryoth [era este o nome hebraico (transliterado em portuguêsque Judas possuía entre seus companheiros] seguiu Yehoshua, dispersando seus comparsas com um aceno imperioso de mão e sem lhes dirigir a palavra. Os outros sicários permaneceram ali, ainda sob a hipnose das palavras que tinham ouvido. Alguma coisa se revirava dentro deles e os inquietava. Alguma coisa que faria que a quase totalidade não mais continuasse na vida de crimes e assassinatos que vinha levando até aquele momento mágico. A figura autoritária de Yehoshua os tinha impressionado profundamente e mesmo quando todos já se haviam dispersados, eles permaneceram ali, parados, cada qual mergulhado em si mesmo. Aos poucos foram-se sentando no chão, silenciosos. Alguns rabiscando com o dedo um desenho qualquer na areia e nenhum conversando com um companheiro. Cada qual estava profundamente recolhido aos seus próprios pensamentos.

Yehoshua caminhou em silêncio, trazendo atrás de si, também silencioso, seu discípulo insubordinado. Quando chegaram perto da rua mais movimentada da cidadezinha, o Mestre se desviou e tomou a senda que levava à estrada de pedra construída pelos romanos. Andaram por ela em direção a Cafarnaum, mas não chegaram àquela cidade. Yehoshua retirou-se para a mata que ladeava a estrada, movimentada àquela hora do dia, e se embrenhou ali, sempre seguido pelo seu discípulo silencioso. Finalmente, à margem de um córrego de águas cristalinas, o Mestre tomou assento numa pedra e fechou os olhos, tomando a posição padmasambava. Judas sempre tentara imitá-lo, sem resultado. Tinha as juntas do corpo muito duras e, por isto, desistira de o fazer. Mais