O IMPÉRIO BEBÊ DE DOM PEDRO I (IV)

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Assim era o Palácio da Quinta da Boa Vista no tempo de Dom Pedro.

Assim era o Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista no tempo de Dom Pedro.

Vamos retornar no tempo e voltar ao Paço Imperial, onde Dom Pedro recepcionava os oficiais dos navios enviados para tomar posse do Rio de Janeiro e quebrantar seu poder. Como se viu, uma faustosa – e custosa – festa foi oferecida pelo Príncipe Regente ao Comandante da flotilha portuguesa que estava fundeada ao largo da Baía de Guanabara. Aquela recepção era um custo que as finanças do Brasil não tinha como cobrir. De algum lugar o dinheiro viria para tapar o rombo no magérrimo erário real, mas era preciso confundir o português que, sabia-o bem José Bonifácio, era não somente esperto, mas também bom guerreiro.

Era a manhã do dia 7 de março de 1822. O Comandante Francisco Maximiliano de Souza espreguiçou-se e olhou para o corpo mulato ao lado do seu. Lembrou-se da noitada nos braços da mulher e ficou preguiçosamente se deixando recordar de tudo o que tinham feito. Ela era uma “fera” no leito e Maximiliano fora à exaustão nos braços daquela brasileira fogosa. “Não é nada mau fazer um trato com o Príncipe, se por aqui houver muitas iguais a esta” pensou o militar, sentando-se no leito e se espreguiçando com vontade. Mais

O IMPÉRIO BEBÊ DE DOM PEDRO I, EM 1822 (II)

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A imponente construção do Paço Imperial ainda permanece de pé e nas décadas de 60/70 teve destaque no salto das telecomunicações no Brasil.

A imponente construção do Paço Imperial ainda permanece de pé e nas décadas de 60/70 teve destaque no salto das telecomunicações no Brasil. Neste prédio foi instalada a primeira central de telefonia internacional, com centenas de máquinas de fax e dezenas de telefonistas bi e trilíngües duramente selecionadas pela EMBRATEL.

Os ginetes deitavam-se sobre as crinas esvoaçantes dos dois poderosos cavalos, que voavam literalmente por entre capim e charcos a caminho do centro do Rio, mais precisamente a caminho do Palácio Cruz e Souza, no local que seria denominado de Praça XV de Novembro. Nos tempos de Dom Pedro aquele local era conhecido como Praça do Carmo e, depois, como Largo do Paço, mas tivera, no início da colonização do lugar, o nome de Praia da Piaçava. Naquela praia o Conde de Bobadela deu início à construção, que só terminou em 1745, quando o Governador era Gomes Freire de Andrade, cujo nome passou a uma Avenida bem movimentada no Rio de Janeiro da atualidade. Era, pois, para o vetusto palácio do Largo do Paço que Bonifácio e Dom Pedro galopavam à toda. Seus cavalos, habilmente conduzidos pelos dois cavaleiros, meteram susto em muitos viandantes nas estreitas sendas que conduziam da Quinta da Boa Vista até o Largo do Paço. Muitas mulheres que carregavam na cabeça jarros com água, assustadas tinham deixado que seus jarros se espatifassem no chão. Os dois foram xingados de todos os nomes feios da época, mas limitavam-se a dar gargalhadas quando os ouviam e continuavam o galope. Mais

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