OROZIMBO E O PRESIDENTE ELEITO DOS ESTADOS UNIDOS

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Orozimbo me meteu numa camisa de onze varas...

Orozimbo me meteu numa camisa de onze varas…

Chegou com uma garrafa de garapa gelada nas mãos. Estendeu a garrafa para mim e foi sentar-se em seu toco. Encheu o cachimbo de fumo e pitou em silêncio durante um longo tempo. Chovia uma chuvinha fina, daquelas que realmente molham a terra. O ar estava muito úmido, ao contrário do que vinha acontecendo por estas bandas nos últimos nove meses, quando era seco e o calor sufocava. Então, quando já havia bebido seu café preto e sem açúcar, bateu a mão na cadeira que colocara ao lado de seu toco preferido, chamando-me para sentar. Obedeci, curioso. Era raro ele não entrar já conversando pelos cotovelos. Geralmente alegre, agora estava com ar preocupado. Sentei-me e o olhei, curioso.

— Home, cuma é o nome do negão qui manda nos tar de americanu?

— Obama — respondi. — Por que?

— É verdade qui ele vai intregá o manto de chefe daquele povo pr’este peste louro cum cara de bode dos inferno? Mais

NEOLIBERALISMO EM CHEQUE.

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"Ainda não sabe, mané? É mesmo de um paiseco de banana!"

“Ainda não sabe, mané? É mesmo de um paiseco de banana!”

Pra falar a verdade, ainda não sei bem a razão mesma da grita dos norte-americanos contra Donald Trump. Dizem que é a revolta dos que saíram perdendo com o advento do Neoliberalismo. Perderam empregos, desceram no patamar social da classe média para a média baixa ou a baixa, mesmo. Certo. Tudo isto é provável. Mas será a razão mesma da rebeldia dos que vivem (ou vegetam) no outrora mais desenvolvido país do mundo?.

Eu não sei. Não sei mesmo. O certo é que a bandeira da deportação de ilegais que Trump agitou durante sua campanha levou muita gente às urnas. Medo a ele, não ufanismo estadunidense. E este medo também inundou os americanos legítimos que viram, ao que se diz, nas bandeiras desfraldadas pelo homem dos cassinos, um retrocesso sem tamanho. Ele pregou abertamente o “apartheid” nos EUA, num discurso retrógrado, onde os fiéis da klu-klux-khan vibraram até o orgasmo. Agora, matar negros e sul-americanos, entre outros, vai ser liberado. Armas? À vontade! Donaldinho ou Trumpinho, como queiram (para mim ele já ingressou na gangue brasileira dos “inhos”), é amante do sangue derramado, não do sangue correndo nas veias que é o lugar dele. Mais