CARLOS LUPI, O INARREDÁVEL

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Porra! Será que não dá pra me esquecer ao menos até depois das eleições de daqui a três anos?

Porra! Será que não dá pra me esquecer ao menos até depois das eleições de daqui a três anos?

Acho que os brasileiros ainda não se esqueceram do “Lupinho Mão-de-Luva”, o Ministro que foi pegado vergonhosamente com a boca na botija. Pois é. Se o PDT tivesse vergonha na cara (se é que partido político tem cara), teria defenestrado esta figura poluta de seus quadros. Mas bem ao contrário, “Lupinho Mão-de-Luva” continua firme e forte na liderança do PDT e, ainda por cima, em pleno gozo de seu mandato parlamentar. E isto, mesmo sendo ladrão. Que país é este? Mais

FINALMENTE, A LAÍS.

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IARA, TAMBÉM CHAMADA DE MAMÃE OXUM PELOS NEGROS AFRICANOS

A Mãe D’água pegou rapidamente a pena chamuscada que o Piunga tinha largado no chão e levou-a consigo, toda satisfeita. Então, cantando por entre as pedras junto com as águas que escorriam alegremente pelo leito arenoso do rio, ela chamou pelo seu filho Saci. O moleque não se fez de regado e logo surgiu às margens frescas das águas cantantes.

– Chamou, Iara?

– Sim. Onde está a pena que falta em teu braço?

– Um menino humano conseguiu levá-la consigo. Isto está-me trazendo aborrecimentos e complicações. Já não tenho controle sobre as abelhas e elas estão morrendo mais depressa do que deviam. Como você sabe, a abelha só vive 45 dias. Agora, sem meu controle, elas morrem aos 15 dias. Isto será um desastre. E tem mais…

– Não te lamuries tanto. Não te chamei aqui para ouvir tuas lamúrias. Tuas obrigações são demasiadamente importantes para perderes tempo com lamentações.

– Mas é que o caso é sério, Mãe Iara. Muito sério. Aquele menino atentado não faz idéia da desordem que causou em nosso mundo… Mais

E O PIUNGA LUTA CONTRA O SACI

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A Iara, dentro d'água é como uma sereia.

A Iara, dentro d'água é como uma sereira.

Serafim arregalou tanto seus olhos que eles quase saem das órbitas. Vira o que havia acontecido, mas ainda não acreditava no que vira. O menino Francisco tinha sumido dentro do redemoinho do Saci! Sem esperar mais nada, rodou nos calcanhares e correu para o casarão gritando pela sua patroa.

– Dona Sueli! Ô, Dona Sueli! O Saci levou imbora o mininu Chico, cruz credo mangalô treis veiz!

A gritaria do empregado de confiança da família trouxe todos para a varanda do casarão. Atrás do apavorado Fimfim, vinha o Piunga gritando a todo pulmão para ele calar a boca. Em vão. O homem estava esbaforido e tão excitado que quase não conseguia dizer o que tinha visto. Mais

O PIUNGA E A PENA DO SACI

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O falso Moleque Saci

Como eu disse, o Piunga tomou uma das três penas do Saci, quando este se descuidou, e correu para casa, indo esconder aquela pena dentro de sua caixa de tralhas. O Saci tentou alcançá-lo, mas a aproximação de Serafim, o Fimfim do Piunga, afastou-o.

Uma semana se passou sem que o garoto encantado voltasse a dar as caras. Enquanto isto, meu maninho continuava grudado no Serafim, que lhe enchia a cabecinha com as histórias do interior do Brasil. Mamãe não gostava muito daquilo, pois o Piunga passou a viver com a cabeça no mundo da Lua, como dizia ela. Mas as histórias tornavam meu maninho muito criativo. Ele não dava nenhuma bola para o computador nem para a internet. Adorava muito mais ouvir as histórias do Serafim, principalmente à noite, quando deitava sua cabecinha no colo do matuto para ouvi-lo contar as histórias. Piunga olhava para o céu estrelado e dormia ouvindo seu Fimfim narrando contos de príncipes e princesas. Laís e eu também gostávamos muito daquelas histórias e não dispensávamos os contos no início da noite. Papai sempre levava o Piunga para sua caminha depois que ele roncava firme agarrado num sonho qualquer que a internet jamais lhe daria.

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PARA LER PARA SEUS FILHOS, A FIM DE MANTER NELES A LINDA CAPACIDADE DE SONHAR

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Dizem que o Saci é perneta, mas na verdade nem preto ele é.

Meu nome é Edu. Abreviação de Eduardo, claro. Minha família adquiriu umas terras danadas de maltratadas lá pras bandas de Caixa Pregos. É, este é o nome da cidadezinha esquecida de Deus e perdida no interior das Minas Gerais. Pois bem, ali nós já vivemos muitas aventuras estranhas, das quais escolhi esta para contar aqui. Não somos mineiros, mas paulistanos da gema. Classe média alta, que de religião só fingia que éra católicos. Íamos à missa um ou outro domingo. Engolíamos hóstia vez por outra. Raramente pingávamos alguma contribuição na caixinha de esmolas do padre. Fazíamos o sinal da cruz e rezávamos o Pai Nosso e a Ave Maria. Por isto, acreditávamos que estávamos salvos. Até hoje ainda não entendi bem este negócio de salvação, mas… Bom, nós acreditávamos, também, como todo filho da era digital e do cíber-espaço, que a verdade e a realidade estavam todas no que víamos e no que os cientistas criavam e o Mercado transformava rapidamente em objeto de consumo. Alma? Coisa para trouxa. Espírito? Coisa para macumbeiros e afins. Anjos? Coisa para carolas.  Sacis, Fadas, Duendes, Ogros, Mula-Sem-Cabeça, Mãe-d’Água, Iara? Coisas de contos infantis e nada mais.Morte? Coisa nebulosa, obrigatória para todos, mas totalmente desconhecida de todo mundo.  Todos sabemos que um dia ela vai chegar, mas todos evitamos pôr todos os meios pensar nela; pensar em como será nosso último minuto. Acho que é por isto que nos atiramos freneticamente às maravilhosas máquinas do Consumo, pois elas nos enganam e retiram de diante de nossos olhos aquele esqueleto com sua foice preta e ameaçadora. Nós éramos arrogantes e lídimos representantes da classe média alta consumista paulistana, para a qual religião é somente um adereço social. Pois bem, a gente descobriu que ao nosso redor, ao redor de todos nós, há um infinito mundo de seres que vivem, atuam, interagem e ajudam a Terra que nós destruímos arrogantemente.  Foi um destes seres que nos proporcionou uma aventura e tanto. E a partir daquele primeiro encontro, nunca mais deixamos de, vez por outra, nos vermos às voltas com eles. Mais

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