AS QUATRO LEIS INVIOLÁVEIS DO GRANDE ARQUITETO (IV)

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MAIS UM BERÇÁRIO DE ESTRELAS

A LEI DO KARMA

O leitor já tem idéia de como esta Lei Cósmica é complexa. Então, vamos-nos lembrar que desde o princípio ela atua em nós, pois desde quando surgimos, ainda quando na forma animalesca, nós nos movimentávamos e ao nos movimentar-nos criávamos fenômenos tanto no ambiente, quanto em nossa vida mesma. Se o resultado desta nossa movimentação fosse de molde a causar dano a terceiros ou ao ambiente, então criávamos Carma, no sentido, agora, de débito para com a Natureza. Se nossa movimentação afetava negativamente a um semelhante nosso ou à nossa comunidade, então o carma era de débito com um igual.


Quando afetamos a Natureza, seja no reino vegetal, seja no reino mineral, seja no reino animal, criamos débito para com estes reinos. Nosso débito sempre existe, visto que nós nos deixamos escravizar pelo Elemenal Físico. Vou esclarecer este ponto.

Chama-se Elemental Físico nosso corpo, nosso organismo. Este corpo tem vida própria – e se comprova isto pelo seu funcionamento independente de nossa vontade. Sentimos fome quando há carência de elementos necessários à manutenção da higidez fisiológica; sentimos sede na mesma situação; evitamos calor ou frio em demasia ou qualquer outra situação danosa porque nosso corpo reclama intensamente contra qualquer coisa que lhe cause dor. Na mesma proporção temos tendência à gula, à preguiça, à resistência ao trabalho ou a esforços que cansem nosso corpo porque o Elemental Físico não gosta de se submeter a isto. Para que se movimente e execute esforços que não condizem com sua natureza terrestre, o corpo tem de ser intensamente adestrado e constantemente forçado a se superar ou a abdicar de sua tendência à entropia. Tendência à entropia significa uma tendência à inércia, à conservação da energia disponível. Então, nosso corpo, por sua natureza, só se movimentaria quando fosse acicatado por uma necessidade fisiológica, caso contrário, ele permaneceria quieto, respirando o mínimo possível, apenas o suficiente para não sofrer. E é, agora, que entra em ação o Corpo Astral, mais conhecido entre os Teosofistas como Elemental de Desejos. Este elemental é o centro dos processos emocionais, desde a mais fraca e necessária ansiedade, aquela que nos mantém acordados e alertas, até a mais violenta apoplexia ou à mais profunda depressão. O Elemental de Desejos ou Corpo Emocional não tem vontade própria. Ele responde às solicitações ou do Corpo fisiológico ou da Mente. Se o Elemental Físico predomina na pessoa, então, os desejos que se manifestam no Elemental de Desejos são voltados para as coisas terrenas, imediatas, primitivas. O coito, por exemplo, é um impulso ao prazer orgásmico puramente material. Então, o desejo coital (vulgarmente e erroneamente chamado de desejo sexual) se torna predominante na pessoa e ela age como os filmes norte-americanos mostram seus heróis: movidos pelo pênis ou pela vagina. Você deve ter notado que a tônica fundamental dos filmes norte-americanos é uma cópula nos dez primeiros minutos da fita. O herói e a mulher, que pode ser a heroína ou não, mal começa o filme e já estão atracados furiosamente, geralmente copulando numa posição absolutamente anti-natural e esdrúxula: com a mulher escanchada na cintura do homem que, de pé, encosta-a na parede e se agita frenetica e rapidamente (até porque sustentar a parceira naquela posição é estenuante para qualquer amante); ou com a mulher sentada sobre uma penteadeira, um fogão, uma mesa… Enfim, numa posição que dificilmente haveria penetração satisfatória.

Geralmente o Elemental Físico age ferindo a Lei da Evolução. Seus impulsos são imediatistas, instintivos e elementares. Assim, não há nobreza, não há bondade, não há caridade, não há sacrifício, não há altruísmo. Há o egoísmo fisiológico.

A evolução do Elemental Físico é demasiadamente lenta, relativamente à entidade Homem. Assim, os movimentos gerados a partir do Elemental Físico são, quase totalmente, cármicos. Uma vez que o Elemental de Desejos tende a responder aos estímulos do Elemental dominente (ou o Físico ou o Mental), quando o Elemental Físico predomina na pessoa, ele multiplica a força dos impulsos fisiológicos e incrementa o Carma individual. Por desejo incontrolado é que muitos casais se enrolam na vida a dois; por desejo incontrolável é que homens matam mulheres por ciúmes estúpidos; por desejo incontrolável é que mulheres cometem traições a seus maridos e estes a elas; por desejo e apego à riqueza é que os homens violentam a Natureza sem qualquer respeito; por desejo e apego ao luxo é que homens se depravam moral e eticamente e assim por diante.

Além destes dois Elementais, a entidade homem também possui outro: o Elemental Mental. Mas aqui é necessário esclarecer o que se deve entender por Mental. Como já foi dito, os Dhyânis do Fogo foram obrigados a tomar posse dos corpos grosseiros inicialmente gerados pela Terra (Elementais Físicos) para, trabalhando neles, conseguir despertar a chama da Consciência Humana que eles possuíam latente, graças mesmo aos esforços ingentes, anteriores, que estes Dhyânis tinham despendido para lhes doar sua essência, esforços nos quais, infelizmente, fracassaram.

A primeira forma ou o primeiro ‘molde” da Mente começa a ser esboçada no animal-humano através do desenvolvimento das funções perceptivas e cognitivas. Com o despertar destas características psicológicas, superiores ao simples sensorial, o animal-humano começa a desenvolver um rudimento de Identidade (ou o que se chama vulgarmente de Personalidade). Na Identidade estão as funções superiores do homem – a percepção, a cognição, a associação de idéias, a memória, o pensamento, a capacidade de deduzir ou inferir algo a partir de outro fato observado, a capacidade de falar e se expressar coerentemente através da palavra etc… Todo este conjunto de funções altamente complexas forma o que é chamado de Mente Mortal humana, pois, quando o Elemental Físico deixa de ser habitado pelo seu Dhyâni do Fogo retorna à sua Mãe Terra e tudo aquilo morre, desfaz-se.

No início este processo de abandono do Elemental Físico decrépto, suponho eu, foi bem mais intenso, mas à medida em que a forma humana se aprimorava e naquele corpo rudimentar um cérebro se formava com capacidade de responder mais amplamente a estímulos sensoriais que, antes, não eram sentidos nem percebidos, os Dhyânis do Fogo foram-se afastando do homem e deixando espaço para que sua Mente Imortal, seu Espírito, se desenvolvesse a partir da semente que, talvez após decorrido um ou mais kali Yuga, se desenvolveu lentamente nele. Fiquemos, por enquanto, com esta hipótese para fins de desenvolvimento de nosso estudo. Só para esclarecer o quanto o processo evolutivo humano foi lento, afirmam os teosofistas que no início os animais-humanos tinham predileção por carniças e carne em decomposição, pois seus sentidos olfativos não distinguiam a putrefação como algo repugnante. Com o aprimoramento dos estratos cerebrais olfativos e gustativos que passaram a permitir ao animal-humano sentir o mau cheiro e o mau gosto daquele alimento, o animal humano foi deixando de se alimentar de carne pútrida. A evolução não foi somente no sistema encefálico. Deu-se em todo o corpo e, também, no aprimoramento do Elemental de Desejos, o Corpo Astral humano. No entanto, este estava preso ao Elemental Físico, como ainda está. Deste modo, os desejos despertados no animal-humano primitivo eram de molde a se adequar ao ambiente estremamente hostil onde viviam. Eles atacavam, matavam, destruiam o que vissem como perigoso para si. Com isto, interferiam, ainda que inconscientemente, com a Evolução da Forma em outros seres e, assim, criavam carma para si. Carma que, ao retornar à existência sob a regência de seu Dhyâni do Fogo, deviam aprender a não destruir e, ao contrário, conviver, proteger e ajudar no processo evolutivo. Encurtando a longa história, hoje temos os pecuaristas que, até certo ponto, agem de acordo com o que a Lei da Evolução deseja, porém, como todos estão submetidos ao império dos sentidos e, não, do Espírito, movem-se segundo os ditames do Poder Econômico e, deste modo, mantêm um pesado carma para com os animais que criam para vender vivos a frigorificos, onde são mortos, esquartejados e distribuídos aos milhares de açougues pelos países. Agora, veja você: se você é um carnívoro, então, você está profundamente envolvido no Carma Coletivo dos que ferem a Natureza, matando animais para auferir lucros às suas custas. Por sua causa é que existem os açougues; pela existência de açougues é que há os frigoríficos; pela existência dos frigoríficos é que há os matadouros; pela existência dos matadouros é que existem os pecuaristas. Esta é uma cadeia que aprisiona fortemente todos os que se alimentam da carne de seus irmãos animais. O Carma Coletivo dos carnívoros humanos é pesado e não se esgotará por muitos e muitos milênios…. E isto tem uma repercussão terrível para cada um de nós, como veremos ao estudarmos a próxima Lei Inviolável do Cosmos.

Com a evolução da forma que nos trouxe ao momento em que estamos vivendo, também houve uma tremenda evolução do Elemental Mental (a Mente Mortal) e o resultado é que estamos num momento crítico de nossa existência, pois tendemos fortemente para o material e abandonamos quase totalmente o espiritual. As religiões exotéricas são mímicas ridículas e se transformam em instrumentos de satisfação de ganância dos que se acham profundamente mergulhados no mundo do Mayâ (ou mundo da Vaidade, segundo a Qaballah judaica). Aumentamos estupidamente nossos Carmas, tanto o individual quanto o coletivo. Por isto, a Vida na Forma para o ser humano torna-se cada vez mais árdua, mais sofrida, mais difícil, pois os mal-feitos que cometemos em grande escala retorna a todos nós com a exigência de correção sem perdão. Ou corrigimos o que fizemos de errado e nos corrigimos para não mais cair em tais erros, ou vamos arcar com as conseqüências de nossas ações. E uma vez que temos três Elementais aos quais devemos domar, redefinir e dirigir, nós acumulamos carmas tanto com nosso Elemental Físico, quanto com os Emocional e Mental. Portanto, quando a Igreja Católica impõe ao seu fiel que ore o Ato de Contrição (Eu pecador me confesso a Deus todo Poderoso, à Santa Virgem Maria, aos santos Apóstolos São Pedro e São Paulo e a todos os santos, que pequei por pensamentos, palavras e obras, por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa…”) não está de modo algum errada. Nós cometemos carmas tanto nas nossas ações, como nas nossas emoções e nos nossos pensamentos.

Se você meditar um pouco mais profundamente neste assunto, verá o quão difícil é “o retorno à Casa do Pai”.

AS QUATRO LEIS INVIOLÁVEIS DO GRANDE ARQUITETO (III)

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COMPLEMENTANDO A LEI DO CARMA

Mais um Berçário de Estrelas – As Formas são Infinitas…

Quando falei da Lei do Carma tive de fazer menção ao nascimento do homem sobre a Terra. Falei, então, dos Dhyânis do Fogo, aqueles que tiveram como missão criar o homem à sua imagem e semelhança. Esclareci que esta ordem divina estava contida na própria Energia Fôhat, o Dragão da Criação; também esclareci que os Dhyânis do Fogo não podiam obedecer àquela ordem, visto que não dispunham de matéria densa de onde moldar um organismo físico capaz de viver ativamente na supefície do Planeta Terra.


Os Dhyânis do Fogo no máximo podiam legar ao fantasma do homem seus “EUs” astrais (os quais foram chamados de “fantasmas” porque tinham existência somente no Plano de Matéria Astral). Eles não podiam doar ao homem “aquela centelha sagrada que arde e se converte na flor da Razão e da Autoconsciência humana; porque não a possuíam para que a pudessem dá-la” (Blavatsky). Segundo esta autora, “cada classe de Criadores contribui com aquilo que tem para dar: uma, constrói a forma exterior do homem; outra, comunica-lhe a sua essência, que depois irá converter-se no Eu Superior Humano”, graças aos ingentes esforços do indivíduo enquanto ser encarnado. Uma vez que todo este processo de criação do homem, muito complexo, tinha de ter um princípio ativo, os Dhyânis do Fogo foram obrigados a tomar para si os corpos grotescos oferecidos pela Terra, para, então, trabalhando neles, conseguirem implantar-lhe uma Mente Mortal, que tinha de ser desenvolvida lentamente e penosamente ao longo dos milênios que se seguissem, até que a centelha sagrada doada aos elementos da futura raça pudesse brilhar e despertar a Mente Imortal humana, desenvolvendo-a fundamentada na Mente Mortal ou Identidade humana. Isto, a meu ver, explica porque não mais surgiram humanos a partir de símios. A raça primitiva, simiesca, tornara-se especial após ter sido tomada como habitação temporária dos Dhyânis do Fogo. Uma vez dado início ao aprimoramento daquela raça de “símios”, acelerando sua evolução quer na forma física, quer no sistema encefálico, os Dhyânis do Fogo se viram liberados, embora ainda continuassem com a missão de supervisionar a ascenção da Forma Antropóide para a Forma Humana, o que ainda não terminou. Não se estrenhe que eu diga isto, pois a Medicina sabe e tem divulgado em livros e em artigos, que o homem da atualidade ainda não se utilizou nem da metade de seu potencial cerebral. Ora, se o cérebro físico ainda está sendo desperdiçado porque o homem morre sem se servir dele plenamente, claro está que também não se serve totalmente de seu potencial Mental. Isto significa que a Mente Mortal (“Personalidade”, ou Identidade) também ainda é primitiva e ainda se encontra em formação. Talvez só alguns seres mais esforçados desta humanidade consiga, ao final do Manvantara em que nos encontramos (conhecido na Índia como período Vaivasvata), atingir o pleno desenvolvimento de suas potencialidades cerebrais e mentais. Neste caso, passarão a outro mundo, outro planeta, onde as Leis e as condições evolutivas são absolutamente superiores às que vigem para o planeta Terra. Quando tal coisa sucede, os habitantes deste nosso mundo que passam àqueles outros mundos são conhecidos como Nirmânakâyas e alcançaram tal grau de evolução que, perto deles, somos menos que insetos. Muitos dos Dhyânis do Fogo eram Nirmânakâyas, diz Blavatsky (A Doutrina Secreta, Vol.III – Antropogênese).
Um Nirmânakâya foi um ser humano que venceu o Elemental Físico e o Elemental Astral ou Emocional. É o Cohan (senhor) de si mesmo. Se volta ao nosso planeta Terra é capaz de obrar maravilhas, que os ignorantes passam a denominar de “milagres” – como foi o caso de Jesus, quando transformou água em vinho e quando alimentou com um punhado de peixes e pães uma multidão de pessoas famintas. Entretanto, um nirmânakaya só volta ao nosso mundo quando toma a decisão de vir ajudar os que ainda estão penosamente se arrastando na Senda da Evolução. Tal nirmânakâya evolui pelo Raio da Devoção, o caso do Mestre Jesus. No Raio Devocional, as entidades são possuidoras de grande Amor ao próximo; de grande Compaixão pela Vida em todas as formas; de incomensurável Caridade para com os menos capazes e de uma incomensurável capacidade de se sacrificar para ajudar os mais atrasados. Foi o caso de nosso Mestre Jesus. Uma vez que já havia ultrapassado esta condição humana que necessita de um corpo físico gerado a partir de outro por força da Lei do Carma, Jesus não podia nascer de uma mulher comum. Daí o mistério de seu nascimento “fantástico” e “inacreditável”. Toda a sua família era composta de outros nirmânakâyas, que aceitaram vir novamente a este mundo atrasado para ajudá-lo a deixar uma mensagem que não sumisse nas areias do tempo. E foi o que Ele fez.
Eu li livros que afirmavam que Jesus não tinha alcançado o Mestrado quando desencarnou na Judéia, mas sim, quando desencarnou como Mahatma Ghandi. Durante muito tempo aquilo me pareceu verdadeiro e lógico, mas estudos mais acurados em livros muito mais coerentes e muito mais difíceis de se entender, levaram-me a concluir que o autor daquela tese tinha laborado em erro. Não, Jesus não encarnou novamente na pessoa de Mahatma Ghândi. Este, é um espírito humano que está bem à nossa frente na corrida para se libertar deste planeta de formação (e, não, de expiação). Provavelmente Ghândi está, assim como Madre Teresa de Calcutá, bem próximo de passar para “o Reino de Jesus”, isto é, o reino dos Nirmânakayas. Também li pesquisas de renomadas autoridades religiosas defendendo outras teses, tais como a que é mais divulgada por eles: Jesus estudou com os Essênios e com eles aprendeu toda a sabedoria que possuía; ou esta: Jesus foi estudar na Índia com os Brhâmanes e foi lá que aprendeu seus conhecimentos fantásticos; ou esta, menos divulgada: “Jesus esteve no meio dos Druidas e foi com as druidesas que aprendeu muito sobre Magia Elemental e se tornou um grande mago; ou ainda esta outra: “Jesus se tornou santo depois de ter ‘recebido’ o Tao”, tese defendida pelos taoístas chineses. Muito além de tudo isto está o mistério JESUS. Sua origem não pode ser encontrada aqui, nem Ele deu qualquer importância à sua suposta “descendência davídica”, visto que, como ele mesmo disse a Herodes: “MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO“. Naquele momento doloroso de sua via crucis, Ele dizia com todas as letras que não pertencia a este nosso orbe. Só que até hoje poucos entenderam sua frase. Sim, o Reino de Jesus não é deste mundo. E pelo que tenho lido, concluo, através de meus raciocínios íntimos, que Ele está inserido no mundo dos Nirmânakâyas, ao qual nenhum de nós tem acesso senão depois de “beber sua taça de fel até a última gota”. E também é conclusão minha: Maria Madalena, a esposa de Jesus, de quem os apóstolos tinham ciúmes porque Ele vivia “beijando-lhe a boca”, com certeza também era do mundo dos Nirmânakâyas e se veio tão envolvida com Ele foi para completar sua mensagem, que não foi somente de verbo, de fala, mas também de ação e exemplo. Lamentavelmente, a figura de Maria Madalena foi devidamente e convenientemente “apagada” pela Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, que a insultou durante muitos séculos, colocando-a, no Novo Testamento, como a Prostituta arrependida, depois de ter sido salva do apedrejamento pela bondade do Grande Mestre.
Tive de discorrer sobre os assuntos acima, em breves pinceladas, porque a Lei do Carma é complexa e é necessário ter alguma informação suplementar para realmente se poder ter um pouco de compreensão sobre ela. Posteriormente volto a continuar este tema, pois aindas não esgotei o “resumo” que desejo fazer sobre esta Lei fabulsa. E quero registrar que, ainda que tenha ficado muito impressionado pela apresentação da nossa Antropogênese por Mme Blavatsky, que me levou a supor Jesus e sua família composta de Nirmânakâyas, não quer dizer que estou totalmente e absolutamente convencido desta hipótese. Há pesquisas em culturas totalmente diversas daquelas mesopotâmicas, como a dos desaparecidos Maias, onde se afirma que a raça humana nasceu da miscigenação de genes de alienígenas com seres primitivos terráqueos. O livro “O FATOR MAIA”, escrito pelo PhD em Artes, José Argüelles, no qual o autor analisa o misterioso TZOLKIN (a figura da Matriz do Tzolkin está no início deste artigo, sob a foto de uma galáxia), onde estão registrados todos os acontecimentos mundiais importantes que iriam acontecer a partir da época dos Maias nos Andes até 2013, quando, então, a Terra sofrerá grandes abalos que vão exigir a volta daquele misterioso povo para retificar-lhe a órbita e regular-lhe novamente a oscilação abalada, fala disto. Os Maias são um povo muito misterioso. Surgiu de repente e sumiu também de repente, sem que se saiba de onde nem como. No Tzolkin dizem-se alienígenas. Todos os acontecimentos que tinham previsto aconteceram. A primeira guera mundial; a segunda guerra mundial; a guerra fria entre EUA e Rússia etc… E como é um livro muito sério, suas informações são para serem pensadas e consideradas com cuidado, pois, a ser verdadeira, toda a antropogênese descrita por Blavatsky, segundo o que lhe foi supostamente ditado pelo Mestre Ascensionado Khoot-Humi (pronuncie Kutumi) está falha ou é verdadeira somente em parte e, neste caso, Jesus realmente foi um homem especial, mas um ser deste manvantara. As informações que aqui estou colocando a Seu respeito são, como tudo que a Ele se refere, somente suposições e especulações. Quanto mais informação se possuir, mais se poderá supor com relativo grau de certeza sobre Sua História e sobre Sua pessoa. Já fui alguém de crer facilmente na primeira hipótese que me fosse apresentada, mas quando cursei Psicologia aprendi, durante o tempo em que trabalhei em laboratório, que toda certeza tem que ser questionada até que se descubra uma certeza melhor. Então, tudo o que leio, estudo, pesquiso e ouço, é visto por mim sob a óptica da dúvida. No momento, creio que a melhor hipótese é esta: Jesus era um nirmânakâya. Se outra aparentemente melhor surgir, vou questioná-la e estudá-la sob os mais variados ângulos que eu possa descobrir para isto.

Podemos, ainda, supor, talvez exageradamente, que o povo Maia, os originais, eram nirmânakayas que vieram, conforme está contido no Tzolkin, consertar a Terra em sua posição no espaço (suposição que também é feita relativamente aos construtores das pirâmides do Egito antigo), muito abalada e muito desviada de sua condição inicial – coisa, aliás, que eles deixaram bem claro no Tzolkin. E esta hipótese tem a sustentá-la a posição das pirâmides em relação às constelações do zodíaco e à eclíptica solar. É tema muito discutido e que tem tanto admiradores quanto detratores. Se realmente os Maias foram, como eu estou supondo aqui, um grupo de Nirmânakâyas que vieram mais uma vez ajudar os terráqueos deste manvantara, então, minha hipótese sobre ser Jesus um ser habitante de outro mundo muito mais evoluído que este em que nos encontramos pode ser levada em consideração. Mas a dificuldade para tanto é justamente este “se”. Se você se interessou pelo assunto MAIA e TZOLKIN, vá ao seguinte endereço: http://cmtzolkin.blogspot.com/

AS QUATRO LEIS INVIOLÁVEIS DO GRANDE ARQUITETO (II)

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A SEGUNDA LEI CÓSMICA

E Deus Geometriza… Outro berçário de estrelas – deslumbrante!

Falei da Lei que julgo ser a Primeira, dentre as quatro principais leis cósmicas, a Lei da Evolução. Agora, vou falar daquela que julgo ser a segunda dentre as quatro. Trata-se da Lei do Carma. Este termo, carma é confuso para a maioria das pessoas, que interpretam seu significado de modo geralmente simplista. A Lei do Carma é deveras extremamente complexa e não pretendo esgotar o assunto neste pequeno artigo, mas tão-só aclarar um pouco o tema.

Começo pelo significado desta palavra sânscrita em português: carma quer dizer movimento. Isto mesmo, movimento. Não destino ou dívida espiritual ou castigo, não. Carma é tão-só movimento. Como o leitor viu no artigo anterior, sobre a Primeira Lei, desde o início da formação de um Universo que este Arquétipo está presente, o Arquétipo Movimento. Eu o denomino de arquétipo (do grego: arkhé = além de; e typon = forma) porque o Movimento realmente está além da Forma, do mesmo jeito que Forma está além da matéria e, portanto, também é um arquétipo.

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AS QUATRO LEIS INVIOLÁVEIS DO GRANDE ARQUITETO

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Continuação do estudo da resposta à questão: De Onde Viemos?

 

Assim Nascem os Universos...

Berçário de Estrelas – Como Nascem os Universos

A LEI NÚMERO UM

A primeira Lei Cósmica Inviolável é aquela que impõe, rege e supervisiona a EVOLUÇÃO. Eu a considero como a primeira porque ela está presente desde o princípio. E como foi este princípio? Eis uma pergunta que todos fazem, mas cuja resposta chega somente a alguns persistentes inquiridores, pois, apesar de Jesus ter dito: “Batei e se vos abrirá; pedi e vos será dado”, a coisa não é tão fácil quanto Ele deixou parecer.

Os ensinamentos ocultos nos dizem que no início do início do nascimento dos Universos, o Espaço Infinito se apresentava “vazio e trevoso”. Como iniciava o Gênesis antigamente:”No princípio era a treva e o Espírito repousava sobre as águas”. Nesta sentença mística o termo “águas” é símbolo para o fenômeno da Criação, logo, da Gestação da Vida; e o termo “Trevas” é símbolo para indicar Aquele Que Não Tem Nome – o Criador Incriado: Deus ou Parabrahman, onde o sufixo “para” significa “além de”, empregado para indicar Aquele que está Além de Brahmâ, ou seja: O Espírito Criador Incognoscível e inapreensível ao Espírito humano, que se encontra oculto além da Criação.

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COMO FOMOS CRIADOS PELO CRIADOR?

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O Budha Quadrifaces

Deus… Nada mais misterioso e desafiador; nada mais irresistivelmente atraente para a entidade humana a partir do momento em que se conhece como um Ser no Mundo. Quem é esse Ser Misterioso? Onde habita? O que faz? Por que faz? Qual é nossa relação com Ele? Por que cria as coisas? Por que nos cria? Que pretende que façamos? Por que criou a dor e o sofrimento, se se diz que é o Pai da Bondade e da Caridade? Por que Seus caminhos são sempre espinhosos e dolorosos, se Ele é Amor e Felicidade?

Bom, uma parcela altamente significativa da Humanidade se deixa guiar pela Fé Cristã. O Cristianismo moldou indelevelmente a História Evolutiva da Alma humana sobre a Terra e mesmo nestes anos conturbados de crenças e descrenças variadas, ainda é a Religião que mais poder mantém entre as nações.

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PENSE NISTO

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A chuva, quando cai sobre uma mangueira ou um flamboyant, aumenta-lhes folhas, frutos e flores; quando cai sobre espinheiros, aumenta-lhes os espinhos. Suas palavras são como a chuva tal e qual aquelas que você ouve…

E O DESTINO ME CHAMAVA NOS ANOS 50…

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Prédio onde ficava o ap de Seutônio, na Rua Marquês de Caxias, Niterói

Fui matriculado no Liceu Niteroiense. O estudo ali era puxado e os professores não brincavam em serviço. Logo eu estava mergulhado no estudo até às orelhas para poder dar conta do recado. Seutônio ficou muito satisfeito comigo. Não era respondão, não era rebelde, não era rueiro, não era, enfim, um transtorno. Ao contrário, eu ajudava como podia no serviço de limpeza do apartamento, pois minha tia era muito exigente com isto. Eu aliviava a pesada carga que minha irmã carregava naquela casa. Em 1958 entrei em choque com meu professor da matéria de desenho geométrico. A prova tinha três questões, duas valendo três pontos e uma, quatro. Acertei quase todas, mas na primeira questão fiz o rebatimento de um triângulo a partir do terceiro quadrante, quando era para ter feito a partir do quarto quadrante. Ele me tirou os três pontos e eu reclamei. A querela foi parar na diretoria que, lógico, apoiou o professor. Vim para casa irado. Conversei com Seutônio e ele, lacônico como era seu costume, me disse: “Se não está satisfeito, peça uma banca examinadora”. Perguntei o que era aquilo e ele me disse que era um requerimento que eu devia dirigir à diretoria pedindo que ela elegesse três professores na matéria para me examinar. Era assim, no Colégio Naval, quando um aluno não concordava com a nota recebida. Ele era da Marinha. Talvez pensasse que eu não fosse louco o suficiente para pedir a tal banca, mas não me conhecia. Eu era de briga. Tratei de fazer o tal requerimento e aproveitei para pedir banca examinadora também em português e matemática, pois há muito tempo discordava das notas recebidas naquelas matérias. Seutônio foi chamado ao colégio. Ficou espantado quando soube o que eu tinha feito. Ainda assim, assinou como responsável. Depois, laconicamente, me disse: “Veja o que aprontou. Agora, trate de não pagar vexame. Pensa que isto é brincadeira? Vão espremer você. Desde o bê-á-bá até sua última aula em cada matéria. Trate de estudar e muito, pois se for reprovado vai perder a matricula no colégio e eu não vou pagar escola particular para você”. E foi o que fiz. Meti a cara nos livros. Consegui me sair bem depois de um esforço exaustivo, mas não aprendi a lição de que arrogância nunca é uma boa conselheira.

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